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A palavra Torá literalmente significa Instrução” – significando algum tipo de orientação na vida.
Mas quando os judeus dizem “Torá”, eles provavelmente estão falando dos Cinco Livros de Moshê, a base de toda a instrução e orientação judaica. Podemos também chamar de Chumash, em hebraico, que significa cinco – assim como o não tão judaico e um tanto arcaico título Pentateuco que vem do prefixo grego penta, que significa cinco.
Com frequência, quando as pessoas falam sobre “uma Torá”, estão se referindo a uma versão num rolo de pergaminho dos Cinco Livros de Moshê que é guardado na arca da sinagoga e tirada para ser lida durante os serviços..
Os Cinco Livros de Moshê são na verdade uma seção de uma coleção de obras também chamada de Torá, mas de outra forma conhecida como Tanach.
Tanach é um acrônimo das palavras:
Há uma distinção, porém.1 Embora todos os livros do Tanach e todos os livros da Torá sejam obras divinas, o Chumash ocupa um lugar único, e são reverenciados como obras divinas. Isso porque o Chumash é a obra de Moshê e a veracidade da profecia de Moshê está baseada numa comunicação direta testemunhada de D'us com ele.
Até aí, as pessoas não podiam estar inteiramente certas de que aquilo que Moshê estava dizendo a elas provinha realmente de D'us. Elas não tinham evidência empírica, exceto sua obra de milagres – mas o que milagres demonstram? Somente uma habilidade para realizar o sobrenatural; eles não são provas de que D'us falou com você ou com outro alguém. Isso por que quando as pessoas viram e ouviram por si mesmas elas não mais tiveram dúvidas.
Todas as outras profecias no Tanach, seja Shmuel, Yeshayiahu ou Daniel, foram a testemunha de um único indivíduo. Elas são acreditadas somente porque Moshê nos instruiu – em nome de D'us – a acreditar e obedecer aos profetas que cumprem as condições estabelecidas claramente para eles. Alguém que fala em nome de D'us mas não cumpre essas condições deve ser severamente punido – independentemente dos milagres que pode realizar.
Obviamente, então, nenhum profeta pode acrescentar ou tirar nada que Moshê ensinou – pois sua credibilidade está inteiramente em sua autoridade.3 Os profetas vêm somente para explicar, elaborar e advertir as pessoas a manter “a Torá de Moshê”, como diz o último deles, Malachi: “Seja consciente dos Ensinamentos de Meu servo Moshê, a quem encarreguei em Horeb com leis e regras para todo Israel.”4
Tanach é às vezes mencionado pelo restante do mundo como “A Bíblia Hebraica”. Os judeus escreveram muitos outros livros de história, sabedoria e profecia, mas nenhum desses foi considerado como sendo divino e eterno para ser incluído no Tanach. Portanto eu poderia também dizer: “Shir HaShirim, o Cântico dos Cânticos é um livro da Torá” – embora não seja um dos Cinco Livros de Moshê.
Toda obra requer conhecimento e entendimento de seu contexto para fazer sentido dos seus conteúdos, muito mais então aquela que é para transmitir todas as instruções necessárias para u ma nação inteira e todo indivíduo em toda situação para a eternidade. É por isso que temos “A Torá Oral” (em hebraico: Torah Sheba’al Pê). E é literalmente interminável.
Nos Cinco Livros de Moshê, lemos repetidamente como Moshê transmitia instruções de D'us para o povo. Mas é prontamente aparente que Moshê ensinava muito mais que poderia ser escrito naqueles cinco livros.
Por exemplo, ao escrever que somos mandados a “descansar no sétimo dia” – mas não há explicação escrita sobre que tipo de descanso significa. Somos mandados a abater animais antes de comê-los “como Eu lhe ordenei”5 – sem nenhuma descrição de que tipo de abate foi ordenado.
Os exemplos são quase intermináveis. Há muito faltando e muita ambiguidade que dificilmente qualquer lei pode ser extraída do simples texto em termos práticos.
Acrescente a isso o fato de que a Torá escrita não contém os pontos de vogal necessários para a leitura do hebraico bíblico. A palavra para leite, por exemplo, tem as mesmas letras que a palavra para gordura. Em muitos casos, a única maneira de saber a diferença é devida à tradição. Também não há qualquer pontuação no texto escrito.
Não admira que quando os antigos protestantes começaram a traduzir a Bíblia Hebraica no vernáculo que eles eram forçados a confiar na tradição judaica de pontuação e vogais bem como nos clássicos comentaristas judeus para o significado simples do texto.
A Torá também ordena os anciãos a “Manter os Filhos de Israel distantes da impureza!” Isso diz:6 “Guarde meus guardiões!” 7Isso significa que se a liderança espiritual vê que sua geração tem maior tentação do que as gerações anteriores – ou simplesmente não podem ser tão cuidadosas como antes – é tempo de acrescentar alguns ávidos para mantê-los mais longe.8 Muitas dessas precauções foram acrescentadas na antiga história judaica sem serem registradas num documento público.
Além disso, de tempos em tempos, os sábios e lideres do povo usavam os princípios de interpretação transmitidos por Moshê para derivar novas regras, ou recuperar aquelas que foram esquecidas. Eles também estabeleceram novas regras para proteger a lei ou aplicá-la a novas situações à medida que surgem, como Purim e Chanucá. A própria Torá provê ampla autoridade aos setenta anciãos e aos “sacerdotes e os homens sábios que haverá em seus tempos” para responder “tudo que é difícil para vocês” ao ponto que “você não deveria sair de suas palavras para a esquerda nem para a direita.” 9
Portanto a totalidade da Torá teve de ser transmitida oralmente, de pai para filho, de professor a aluno.10 Poderia somente ser transmitida daquela maneira, devido à sua própria natureza. Embora a Torá Oral seja um organismo vivo, crescente que não pode ser captado por um pouco de tinta seca numa página, a Torá escrita é um texto sagrado dotado com um número exato de palavras. Porém eventualmente, o âmago essencial dessa tradição oral teve de ser colocado em escrita, para que não fosse perdido.
Como essa tradição oral é também uma parte vital da instrução divina, é também chamada Torá – a Torá Oral. Inclui:
Qualquer outro ensinamento que tenha sido aceito por um consenso a longo termo da comunidade judaica praticante, porque está baseado firmemente sobre algum precedente, ou porque foi demonstrado para emergir por meios aceitos de textos e opiniões anteriores.
Como declara o Talmud: “Escrituras, Mishná, Talmud e Agadá (parábolas) – mesmo aquelas que um estudante diligente está destinado a instruir perante seu professor – tudo já foi dito a Moshê no Sinai.”
Portanto sim, um amigo poderia lhe dizer: “Você deveria ter ouvido a impressionante Torá que o rabino disse em nome de seu professor nessa manhã!”
Se você perguntar a ele: “Qual livro da Torá?” ele poderia responder que ainda não foi escrito. Isso porque a Torá Oral está sempre viva e crescendo nas mentes e bocas daqueles que a estudam, acreditam nela e a abraçam.
Uma pergunta muito comum: Como sabemos que os anciãos e os rabinos a têm certa? E como sabemos que essa tradição oral não foi corrompida no decorrer dos anos?
Mas quando você considera que o autor desse sistema é o mesmo que O autor da Torá inteira – ou seja, o Próprio D'us – a pergunta desaparece. Como foi citado acima, D'us nos instruiu para levarmos todas as questões difíceis para as cortes estabelecidas de anciãos e sábios em cada geração e para seguir suas regras. Se Ele confia neles, também devemos confiar.
O Midrash de Rabi Tanchuma coloca dessa maneira: uma pessoa não deveria dizer:
“Não vou cumprir as mitsvot de nossos Sábios, pois elas não são da Torá.”
O Eterno, Bendito seja, diz a essas pessoas: “Meus filhos, vocês não podem falar dessa maneira! Mas sim, tudo que eles decretam sobre vocês, deverão cumprir, conforme dito em Minha Torá: ‘Farás de acordo com a Torá aquilo que eles lhe ensinam.’ Por quê? Porque Eu também concordo com as palavras deles, como é dito: ‘Você decretará uma declaração e será estabelecida para você.’”
O primeiro livro da Torá, o Livro Bereshit , em particular, nos ensina repetidamente que D'us é encontrado na história. Ele nunca nos deixou e continua a nos guiar através dos Seus profetas, Seus sábios e os homens e mulheres justos que Ele envia para pastorear seu povo.
Assim também, o processo pelo qual novas leis e ensinamentos são estabelecidos e transmitidos é robusto. Não estamos falando de um pequeno grupo de indivíduos, mas de uma nação inteira envolvida em estudo, debate e transmissão da tradição oral da Torá. Para uma nova lei se tornar efetiva, tinha de ser aceita pela comunidade inteira. Para durar, tinha de ser transmitida por um grupo crítico de mestres.
Perguntas sempre foram encorajadas como uma parte vital do aprendizado. Uma pergunta comum que aparece repetidamente no Talmud é: “De onde isso vem?” – significando: “Como isso chegou a nós – através de exegese de um texto, através de uma tradição oral de Moshê, ou por algum decreto posterior?” Nenhuma tradição foi aceita como garantida, nenhuma regra veio sem forte precedente.
O Talmud provê um exemplo muito forte com uma ilustração:
Rav Yehuda disse em nome de Rav:
Quando Moshê ascendeu ao alto ele encontrou o Eterno, bendito seja Ele, engajado em afixar coroas às letras.
Moshê perguntou: “Senhor do Universo, Quem O está forçando a fazer isso?” Ele respondeu: “Surgirá um homem, ao final de muitas gerações, Akiva Ben Yossef seu nome, que irá expor sobre cada pontuação pilhas e pilhas de leis.”
“Senhor do Universo,” disse Moshê, “permita-me conhecê-lo.”
D’us respondeu: “Dê um passo para trás.”
Moshê deu um passo para trás e sentou-se atrás de oito grupos de alunos de Rabi AKiva. Ele não sabia o que eles estavam falando e se sentiu desanimado.
Então eles chegaram a um determinado assunto e os discípulos indagaram ao mestre:
“Como o mestre sabe isso?”
Rabi Akiva respondeu: “Esta é uma lei que sabemos por tradição oral ter sido dada a Moshê no Monte Sinai.”
Então Moshê foi confortado.
No entanto, quase sempre encontramos visões díspares sobre um assunto. Nossa tradição aborda isso explicando que Moshê também recebeu múltiplos pontos de vista:
Rabino Yanai disse:
A Torá não foi dada cortada e seca. Em vez disso, para tudo que D'us diria a Moshê, Ele forneceria 49 facetas de pureza e 49 facetas de impureza.
Moshê indagou: “Mestre do Universo, quando vamos esclarecer isso?”
D'us respondeu: “Siga a maioria. Se aqueles que o declaram puro são a maioria, ele é puro. Se aqueles que o declaram impuro são a maioria, ele é impuro.
Rabi Avahu disse em nome de Rabi Yonatan: “Rabi Akiva tinha um estudante diligente e seu nome era Rabi Meir. Ele foi capaz de encontrar 49 facetas da Torá para declarar um roedor puro, junto com 49 facetas para declará-lo impuro.”
Rabi Yehoshua ben Levi disse: “Nos dias de Shaul e David, e nos dias de Shmuel, até mesmo as crianças sabiam como aprender a Torá com 49 facetas de pureza e 49 facetas de impureza.
Esta noção de múltiplas verdades através das quais cada aluno deve peneirar é um princípio fundamental no estudo da Torá - bem como um dos segredos para a robustez da tradição. Na tradição judaica, D'us também é chamado de "Luz Infinita" - ou apenas "o Infinito". Como Ele é infinito, a sabedoria que vem Dele é ilimitada em sua aplicação, bem como nos pontos de vista capazes de incluir.
Obviamente, nem todas as opiniões são Torá. Existem requisitos vitais para garantir a integridade da Torá.
Conforme o Talmud expõe as palavras em Cohelet (Eclesiastes):
“As palavras dos sábios são como aguilhões; como pregos bem fixados são os ditos dos mestres da coleção, fornecidos por um só pastor.”
… Quem são os “mestres da coleção”? Estes são os alunos dos sábios que se sentam em grupos ocupados no estudo da Torá. Estes declaram algo impuro e estes o declaram puro. Estes proíbem e permitem. Estes declaram algo casher e estes o declaram impróprio.
Talvez uma pessoa diga: "Se sim, como posso estudar Torá?"
Isto é o que nos foi ensinado: tudo foi dado por um único pastor. Um D'us os deu, um líder os falou da boca do Mestre de Todas as Coisas, bendito seja Ele, como está escrito: "E D'us falou todas essas coisas, dizendo ..."
Você também deve tornar seu ouvido como um moedor e adquirir um coração compreensivo para ouvir as palavras de todas essas opiniões.
A tradição judaica é que Moshê escreveu os Cinco Livros de Moshê. Você encontrará alusões a isso em vários pontos do texto, e ainda mais explicitamente em Yehoshua 1: 7-8. Dezesseis ocorrências no Tanach fazem referência à "Torá de Moshê".
No entanto, não podemos realmente chamar Moshê de autor. Na verdade, nenhum profeta é seu próprio autor. Alguns, como David, foram capazes de dizer: “O espírito de D'us falou dentro de mim e Sua palavra está em minha língua.” Ele se sentiu nada mais do que um canal para o divino entrar neste mundo. Outros tiveram visões ou sonhos que lhes foram dados de Cima para que pudessem transmitir uma mensagem ao povo.
Mas a profecia de Moshê estava em um nível completamente diferente. Suas palavras não estavam envoltas em alegoria e metáfora, mas eram instruções diretas, pois não havia sentido do eu nas palavras de Moshê - como vemos, que ele se refere a si mesmo na terceira pessoa, articulações precisas da voz divina que precedeu o universo. Não havia sentido pessoal nas palavras de Moshê - como vemos, que ele se refere a si mesmo na terceira pessoa, descrevendo seu nascimento e os eventos de sua vida objetivamente, como se falasse de outra pessoa.
É isso que D'us queria dizer quando se dirige a Miriam e Aharon: “Boca a boca falo com ele”. Isso também é o que o Talmud quer dizer quando diz que “D'us ditou e Moshê escreveu”.
E quanto aos últimos oito versículos da Torá, que descrevem a morte de Moshê?
O Talmud registra duas opiniões. Rabino Yehuda diz que esses últimos versos foram escritos por Yehoshua, aluno e herdeiro de Moshê. Rabino Shimon difere, dizendo: “Até este ponto, o Santo, Bendito seja Ele, ditou e Moshê repetiu depois dele e escreveu o texto. Deste ponto em diante, o Santo, Bendito seja Ele, ditou e Moshê escreveu com lágrimas.”
Quando Moshê escreveu tudo isso? O Talmud também fornece duas opiniões sobre este tópico. Uma é que ele escreveu pergaminhos separados à medida que os assuntos se desenrolavam durante o período de quarenta anos no deserto, e apenas os costurou no final de sua vida. A outra é que ele escreveu todos os cinco livros no final de sua vida.
Até o final do século 17, a origem divina da Torá era inquestionável. Acadêmicos e estadistas europeus citaram-na muito mais do que qualquer outra fonte, pois era considerada um texto da mais alta autoridade. É por isso que a maioria do que consideramos "valores iluminados" encontra sua fonte na Torá.
Nos séculos 18 e 19, alguns estudiosos seculares tentaram datar a escrita da Torá para uma era muito posterior. O mais proeminente foi Julius Wellhausen, que alegou que se tratava de uma falsificação, obra de canonizadores sacerdotais nos primeiros anos do segundo Templo, remendando escritos de várias tradições. Isso é geralmente referido como “A Hipótese Documentária” - uma tentativa de reconstruir a evolução do texto.
Nenhuma evidência externa foi produzida para apoiar essa hipótese, e muito pelo contrário, a sintaxe e o formato de centenas de milhares de documentos do antigo oriente próximo descobertos em tempos mais recentes solapam muitas de suas suposições.3Agora somos capazes de rastrear textos como eles são modificados com o passar dos anos, e não foi encontrado nenhum remendo desse tipo.
No que diz respeito às evidências internas - isto é, do próprio texto - o poder explicativo da hipótese levanta mais questões do que respostas, e o comentário tradicional aborda a maioria de suas questões de uma maneira mais satisfatória.
Além disso, nunca foi esclarecido quem exatamente se beneficia com esta conspiração, já que a Torá coloca restrição e culpa em quase todos, nem por que alguém cairia nisso. Além disso, agora sabemos que o que antes era assumido como anomalias do texto apontando para vários autores, como mudanças gramaticais e repetição, são na verdade bastante comuns em documentos do antigo Oriente Próximo.
A hipótese nunca existiu sem detratores acadêmicos e tem sofrido sérios ataques nos últimos anos por vários especialistas, incluindo o mais importante egiptólogo da era Ramses, Kenneth A. Kitchen, que afirma que a ausência de anacronismo e os detalhes descritivos e precisão demonstram que a obra só poderia ter sido composta contemporaneamente.
James K. Hoffmeier é outro egiptólogo altamente respeitado que publicou em apoio a uma leitura contemporânea. Vários acadêmicos chegaram a afirmar que os estudiosos apenas se agarram a esse paradigma devido ao seu poder habilitador.
A tradição judaica de autoria mosaica, por outro lado, era o consenso universal de judeus e cristãos até o final do século 17. A tradição judaica é uma cadeia ininterrupta e sempre foi do conhecimento público de uma grande massa de pessoas - o que é extremamente difícil de forjar. Como todas as hipóteses alternativas são apenas especulativas, faz sentido seguir a tradição.
E os livros restantes do Tanach que também são chamados de Torá? Aqui está uma lista de seus autores de acordo com o Talmud:
Se lhe disserem que há sabedoria entre outros povos, acredite neles. Se lhe disserem que há Torá entre outros povos, não acredite neles.
A Torá, parece, é distinta daquilo que geralmente chamamos de sabedoria. Até o termo “sabedoria divina” é insuficiente.
Nosso universo, afinal, é composto de sabedoria divina – porém a Torá é mais do que o universo. Nosso ambiente, nossos corpos, e até a psique com a qual observamos todos esses, são de um design incomensurável. “Quão maravilhosas são Tuas obras, ó D'us,” declara o Salmista. “Tu fizestes todas elas com sabedoria!” As palavras iniciais da Torá “No princípio D'us criou...” são escritas no Targum Jerusalém como “Com sabedoria D'us criou.”
Os rabinos do Talmud até nos ensinaram que a Torá é o projeto do universo:
A maneira que o mundo funciona, quando um rei mortal constrói para si mesmo um palácio, ele não o constrói pelo seu próprio plano, Mas sim, ele constrói segundo o conselho de um arquiteto. Quanto ao arquiteto, ele também não confia apenas em sua mente, mas tem rascunhos e projetos para saber como construir os aposentos e como construir as entradas. Assim também, o Eterno, bendito seja, olhou na Torá e criou o mundo.
Porém as leis da Torá são algo além das leis da natureza.
Então qual é a diferença entre sabedoria e Torá? A distinção é simples – entre o que é e o que deveria ser. Sabedoria lhe diz tudo que o Criador criou e tudo que poderia vir disso. A Torá lhe diz o que o Criador deseja de Sua criação, e como isso será alcançado.
Por exemplo, a sabedoria lhe diz que como você trata os outros é provável de retornar a você. Cabe a você decidir se deseja que retorne ou não. A sabedoria lhe diz que segurar uma propriedade que não lhe pertence poderia não ser uma boa ideia – não para você nem para as pessoas ao seu redor. Mas cabe a você decidir se vai ou não sofrer as consequências em prol dos benefícios imediatos.
A Torá, por outro lado, não informa simplesmente: instrui. A Torá é D'us, que cria o universo e sustenta sua existência a todo momento, dizendo: “Se você entende ou não, se você pode ou não se justificar, não roube.” Isso é dar um passo além da sabedoria.
Na verdade, em muitos exemplos, a Torá vai instruir você a fazer algo que está além do seu entendimento. Aqui novamente, você ouve – não apenas porque é sábio o suficiente para saber que as instruções Daquele que criou o céu e a terra nem sempre vão se encaixar na sua compreensão, mas também porque essas são instruções, afinal, do Criador do céu e da terra.
Isso é também o que Rabi Shimon ben Lakish queria dizer quando ensinou que “a Torá precedeu a criação do mundo por dois mil anos.” Obviamente, ele não poderia significar tempo cronológico, já que tempo também é uma criação. Mas sim o significado é ontológico. A Torá provê um contexto maior que não pode ser conhecido do próprio mundo, um contexto de significado e propósito.
Embora Torá seja um pacto entre D'us e o povo judeu, também contém sabedoria e orientação para toda pessoa, judeu ou não. Afinal o propósito de Yeshua Hamashia foi justamente levar a Torá para as nações, por meio do enxerto que se propõe em Romanos 11.
A Torá não vem para apagar distinções, mas sim para criar harmonia entre indivíduos e entre nações num tempo previsto pelos profetas. A Torá é para afetar o mundo inteiro, para elevar a dignidade de toda a humanidade e levar todos nós a uma parceria sob um único Criador.
Uma antiga tradição da Torá Oral, mencionada no texto de Bereshit, diz que D'us deu sete mandamentos a toda a humanidade – seis para Adam e uma mais para Noach. Esses às vezes são mencionados como as Leis Noachidas, ou as Sete Leis de Noach.
O povo judeu foi instruído no Sinai a influenciar outros povos a manter essas leis básicas de decência humana. O Talmud declara que todo ser humano que vive por essas leis é considerado justo e tem uma parte no mundo vindouro.
Quando você imerge na Torá, sua meta não é guardar informação mas ligar sua mente com a mente do Criador. Pensar numa maneira Divina. Ganhar um senso de como o Criador do Universo Se relaciona com Suas criações. É uma partilha de espírito, até que as mesmas preferências e desejos respirem dentro de vocês dois. Os pensamentos Dele são seus pensamentos e seus pensamentos são Dele. Não há união comparável a ser encontrada em qualquer outra sabedoria. Como explicado anteriormente, a maneira pela qual você entende Torá é por si mesma a sabedoria Divina.
Porém a razão mais importante para estudar Torá é para seguir Suas instruções, como ensinava Rabi Yochanan: “Aquele que aprende e não cumpre teria sido melhor jamais ter vindo a este mundo.”5Por outro lado, Rabi Acha responde: “Aquele que aprende a fim de levar seu aprendizado em ação merece receber Divina revelação.” Ele aprende isso com Yehoshua, que disse ao povo: “Que este Livro da Torá não cesse dos seus lábios, mas recite-o dia e noite, para que você possa observar fielmente tudo que ali está escrito. Somente então você vai prosperar em suas realizações e somente então terá sucesso.”
E portanto pedimos em nossas preces diárias, que deveríamos ter recebido um coração “para aprender e ensinar, fazer e manter.”
No Monte Sinai, D'us nos entregou a Torá, que significa direção. Ela foi transmitida de geração em geração, sem falhar, até os dias de hoje. Ela é dividida em cinco partes que por sua vez são divididas em porções; as parshiot que transmitem instruções, um roteiro completo de como devemos agir neste mundo, de acordo com o Próprio Autor, o Criador do Universo. Ao descobrir a Torá, você encontrará algo que o fará olhar o mundo e as pessoas de forma diferente, e se conectará com à Fonte, uma inspiração permanente para viver uma vida mais significativa. Viver Torá é viver os tempos de Mashiach, os tempos sonhados e ansiados pelos nossos Sábios. (Chabad)
CALENDÁRIO LITÚRGICO JUDAICO
Inicia-se em Rosh Hashaná no ano 5784 (Ano secular de 2024) - O ciclo da leitura termina no dia de Sim´hat Torá. A Torá é dividida em 54 Parashiot (porções), que se estuda no decurso de um ano, casa sábado de manhã. Uma breve explicação da leitura será descrita em cada parashiot ou festa. Nós divulgamos o shiur (estudo) um pouco antes do início do shabat (na sexta-feira).
UMA BREVE EXPLICAÇÃO SOBRE A LEITURA DA TORÁ
O calendário judaico de leituras litúrgicas.As datas das festas judaicas, os dias santos e Rosh Chodesh (Lua Nova) refletem as datas determinadas para os anos judaicos. Rosh Chodesh é celebrado no primeiro dia de cada mês judaico. Quando um mês tem 30 dias Rosh Chodesh é celebrado por dois dias — o trigésimo dia do mês é celebrado como o primeiro dia de Rosh Chodesh e o verdadeiro primeiro dia do novo mês é celebrado como o segundo dia de Rosh Chodesh. As datas para as fases da lua são baseadas no horário de Jerusalém. A Parashat Hashavuah (a Porção Semanal da Torah) do ciclo litúrgico judaico segue um Ciclo Anual de Leituras da Torah. A Haftarah (a leitura profética) segue a tradição Ashkenazi. Onde há leituras para a tradição Sefaradista a variação é fornecida entre parênteses. A Torá é dividida em 54 parashiot, que se lê no decurso de um ano, cada sábado de manhã. Parashá significa pedaço, divisão, segmento, parte ou porção, e é a última que melhor define as 54 porções (parashiot) semanais em que a Torá é atualmente dividida.
Os estudos das parashiot e haftarot estarão dispostas nesta página, porém as festas, luas, e datas tradicionais estarão dispostos na página dos artigos chamado de Seleções do Midrash.
GRUPOS DE ESTUDOS
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Iniciamos abaixo o estudo do CALENDÁRIO LITÚRGICO DO ANO 5785. O conteúdo das janelas e botões serão disponibilizados conforme o estudo da semana corrente, sempre sendo disponibilizado o estudo da Parashá (porção) da semana um pouco antes do horário do shabat (pôr do sol da sexta-feira) e o estudo da Haftará, após o encerramento do shabat (após a havdalá - por do sol do sábado). Desejamos bons estudos a todos, e que o Eterno D´us de Israel possa falar em vossos corações.
Equipe Israel Forever - Ysrael Leolamim